Homossexuais e você
ago 03
Uma das coisas que mais me irrita e entristece é o preconceito contra os homossexuais, os hoje chamados pela nova sigla LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais).
Bom, este blog é para falar de moda, peruices, mulherzices, cosméticos e afins, não é mesmo? Então por que a Moguinha louca está falando sobre este tema “nada a ver” aqui? Bom, este é um blog que também expressa as minhas vontades, desejos e opiniões. E minha posição a favor do não preconceito contra a comunidade LGBT faz parte do que eu penso e sou, há muito tempo. Acho que nasci assim, e pela minha vida fui fazendo naturalmente muitos amigos gays, além de fazer uma excelente graduação em Sociologia que me ampliou ainda mais o olhar para os estudos de gênero. E além disso, quem é tão insensível ao ponto de não se comover ao saber de como é sofrida a vida de quem passa por vergonhas, humilhações e preconceitos desde sempre.
O que me motivou a falar pela primeira vez desse assunto aqui, é que nesse mundo da moda e de consumo feminino expresso em blogs, revistas, e mesmo no nosso dia a dia, vejo umas contradições ridículas que me irritam. Por exemplo: as mulheres veneram seus cabeleireiros e estilistas, mas riem e zombam quando veêm um gay na rua, ou quando reclamam da falta de homem no mercado. Pior ainda é quando falam frases grotescas ao se referirem a um homem (heterosexual) que lhe deu um fora, tais como “é um gay mesmo!”, ou “é bicha, só pode!”.
Como tudo no mundo, a hipocrisia é usada sempre que convém. Enquanto eu babo pelo corte bafóm suuuuper na moda que meu cabeleireiro-amica-bibíssima fez, eu zombo do “bicha” que me deu um fora (a verdade dói, não é mesmo?).
É por essas e outras que fico muito feliz quando vejo iniciativas contrárias ao preconceito, e debates que incentivem a disseminação do conhecimento e da igualdade de direitos para os LGBT.
Por coincidência, uma dessas ações esta incrivelmente acontecendo na minha cidade, que é uma cidade extremamente fechada à novidades e temas polêmicos devido a sua colonização alemã altamente tradicional e rígida. Graça a Associação Arco Íris Joinville, Poder Municipal e várias pessoas que lutam pelos direitos e apóiam a felicidade alheia, ocorre desde domingo a Semana da Diversidade Joinville.
O tema principal será as novas configurações familiares, que hoje fogem do padrão mamãe+papai+filhinhos. Assim como o Brasil desponta como um país onde grande porcentagem de mulheres virou chefe de família, temos que abrir os olhos para outra configuração, que é a das uniões homoafetivas (união entre pessoas do mesmo sexo).
Isso não significa (como querem os retrógados e conservadores) dissolução da família tradicional, ou putaria como querem alguns mais lunáticos ainda. Isso significa somente o respeito aos direitos individuais, que estão garantidos na Constituição Brasileira, a lei maior que todos nós cidadão seguimos. Então… se gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais pagam seus impostos, trabalham e contribuem para a economia e força de trabalho brasileira (como qualquer pessoa heterossexual), porque não recebem o mesmo tratamento da lei, quando se trata de:
- União civil
- Adocão de Crianças
- Garantia de direitos do cônjuge, como pensão, plano de saúde, etc?
O que temos que ter consciência é que vivemos num país livre, regido pela Constituição Federal, e num Estado Laico. Ou seja, preceitos religiosos não podem influir na decisão da Justiça. E, sendo assim, não há nada que deva impedir a união homossexual e o respeito que devemos ter com todos. A única coisa que impede é o nosso preconceito e a nossa hipocrisia.
E você, o que acha desse tema?


Adorei seu post Moguinha! Acho que a base para uma sociedade justa é o RESPEITO!
E é surpreendente mesmo ver um evento como este ocorrendo em Joinville. Uma belo começo!
Beijos
Oi Ana!
É, e bem legal ver que o Carlito sempre apoiou este tipo de evento. Desde quando nem era prefeito, né?
O pior é ouvir gente ignorante dizendo que dinheiro da prefeitura não deveria ser gasto com isso. Como se homossexuais não contribuissem com impostos como qualquer ser comum…
Volte sempre minha amiga querida!
Uma mente brilhante como a sua sempre deve fazer comentários.
Beijo
Ei flor, essa semana teve parada gay na minha cidade. Foi um sucesso, a cidade toda colorida e animada. Aos poucos os gays estão conquistando espaço, assumindo sua homossexualidade sem medo da discriminação ou assédio. Sim assédio, seja moral ou até mesmo sexual. Viva a igualdade. Beijocas.
Eu tenho um primo que é gay. Ele já se casou com mulher, teve filho e tudo com ela, mas é gay e eu e meus pais sempre soubemos disso, mesmo antes dele assumir.
Adoooooro ele, de coração mesmo. Mas não o adoro pelo fato dele ser gay e sim dele ser quem ele é, com a personalidade, verdade e coração que ele tem. Se ele fosse hétero eu também o adoraria.
Fato é que, depois que ele se revelou para todo mundo, eu parei para pensar no assunto e cheguei a conclusão (para mim, minha opinião) que gay (homem ou mulher) deve ter algum disturbio, porque Deus não faz ninguém “errado”. Deus faz homens para serem homens e mulheres para serem mulheres. Deus não erra.
Então, fui sendo levada a acreditar que quem sente atração pelo mesmo sexo possui algum tipo de alteração que até hoje não descobriram como ser tratada.
Enfim, eu acredito nisso.
Oi Dai!
Este espaço está aberto para toda e qualquer tipo de discussão, e polêmica sempre é frutífera. E você sabe que sou extremamente grata e fã do seu trabalho, mas infelizmente discordo e muito de tudo que você falou. Mas você tem o direito de ter a sua opinião. O que nunca pode existir é o preconceito e homofobia, pois isso é crime.
Na minha opinião, como disse, religião e Deus não devem ser usadas nesses casos, nunca. É pedir pra dar confusão. Independente de acreditar ou não em Deus, o problema é a castração histórica e inegável que a religião faz. Afinal, sendo crente (no sentido de crer em Deus) em muitos casos implica em contradições e proibições de coisas que hoje nós mulheres fazemos, naturalmente, como: sexo antes do casamento, usarmos camisinha, tomarmos pílula, bebermos, e sermos independentes do poder patriarcal.
E NUNCA podemos dizer que a homossexualidade é uma alteração que deve ser tratada. Pois não é uma doença, não é algo que deva ser curado. Homossexualismo existe desde que o mundo é mundo, sendo inclusive “normal” e aceito em muitas civilizações antigas.
Patologizar a homossexualidade é dizer que as pessoas são anormais e diferentes. Sendo que isso não é verdade. Elas só têm uma opção sexual e de gênero diversa do que temos construído socialmente como padrão. Mas foi algo CONSTRUÍDO, que nem na lei está escrito que é errado. Apenas na mente e coração de muitos.
Mas tenho certeza que aos poucos seremos livres e mais abertos, respeitando a felicidade alheia e entendendo-a.
Um beijo Dai!
Dai, se vc não tem preconceito, como pode achar que um gay sofre de disturbio? isto é preconceito nojento da mesma forma. Este papo que deus mimii, deus não sei o que lá, parece papo de crente que cuida só da vida dos outros, vivamos nossa vida e deixemos que os outros cuidem da deles, mas não vem se posicionar como uma mente aberta, vc não é. É provavel que vocÊ sim tenha um disturbio de personalidade.
Felipe, se vc ler o meu comentário direito vai notar que em nenhum momento eu disse que não tenho preconceito.
E se você não acredita em Deus, o problema é seu, assim como se eu acredito que gays tem disturbio o problema é meu.
Eu não tenho a mente aberta para esse tipo de assunto, por isso mesmo eu disse que adoro meu primo pela pessoa que ele é e não por ele ser gay.
É só ler direito.
Claro deus está mais preocupado com gays do que com crianças morrendo de fome e doenças.
Felipe, obrigada pela sua primeira visita e comentário. Sempre fique a vontade para debater e dar sua opinião.
A religião sempre é um entrave em assuntos que exigem uma discussão mais aberta e voltada às vontades dos seres humanos. Infelizmente, este é um problema de muitas igrejas, mas também existem outras que estão avançando. Cabe a nós escolhermos (ou não!) a quem seguir, e educarmos as futuras gerações para uma mente mais contemporânea, liberta de preconceitos.
Quanto a Dai, por favor, fique SEMPRE a vontade para debater, mas só peço um cuidado com as palavras (não que você não teve!). Ela é uma menina incrível, MUITO boa alma MESMO, e tem a sua opinião fruto da sua educação.
Como disse, se não concordamos, cabe a nós fazermos diferente com quem está mais próximo. E vão sempre existir aqueles que não querem mudar, mas sempre existirá mais um que quer. De pouco em pouco, tenho certeza que o mundo ficará com respeito.
Obrigada pela sua opinião.
Beijos!
Ola, me desculpe pelas palavras rispidas, mas é que todo preconceito, ainda mais apoiado em “embasamentos” religiosos, me enoja, me perdoe por poluir o teu blog :)
Há um tempo o Fernando me falou de uma lenda grega, de um dos livros que ele tem, ele disse, inclusive, que esta lenda o fazia lembrar de nós dois. Ela diz o seguinte:
A lenda grega, contata por Aristófanes no Banquete de Platão dizia que “no início, havia criaturas compostas de partes que correspondem, agora, a dois seres humanos. Essas criaturas eram de três tipos: macho/fêmea, macho/macho e fêmea/fêmea. Os deuses, então, dividiram a todos em dois. Uma vez separados, tudo o que pensaram fazer foi abraçar-se uns aos outros, de novo, a fim de reconstruir as unidades originais. Por isso passamos nossas vidas tentando encontrar, para tornar a abraçar, nossas metades”.
É claro que é apenas uma lenda, mas acredito que represente algo muito importante. As relações humanas devem ser pautadas no amor e no respeito, cada um deve ir em busca daquilo que o faz feliz, que o completa. Todos somos livres para optarmos por aquilo que nos realiza, em qualquer sentido, desde que respeitemos a liberdade do outro. Se todos temos deveres iguais (como por exemplo pagar impostos), devemos ter também direitos iguais.
É a minha opinião :)
Mog,tenho uma filha gay.Quando ela tinha um ano não aceitava sequer ornamento no cabelo.Tenho fotos dela das quais está emburrada porque eu queria que ela tirasse foto vestida de menina.Sem querer admitir, segundo ela, sofria muito. Aos dezesse anos me apresentou sua namorada, atual esposa. Não sabia como agir, não por preconceito, mas com medo dela sofrer por ignorância das outras pessoas.Minha filha é um tesouro lapidado. Amada por todos, estudiosa e trabalhadora. Tem sua independência financeira e planeja adotar uma criança.Infelizmente muitos se dizem sem preconceito, mas no fundo não aceita.A homossexualidade é desconhecida ainda.Muitas teorias a respeito,mas nenhuma prova concreta. Só sei que minha filha é gay desde que nasceu.Tentei reverter a situação, por ignorância, mas não obtive resultado. Graças a Deus!Eu apenas quero que ela seja feliz, só isso. Um beijo e Deus te abençoe.
VIados, bichas, gays, boiolas e outros nomes denominam homossexuais do gênero masculino. Como queiram chamar, são divertidos ou chatos, preconceituosos ou não, belos ou feios, verdadeiros ou falsos entre mil outras características inerentes também a homens heterossexuais. Uma diferença: são, muitas vezes, mais machos que heteros ao serem espontâneos a ponto de não se importarem com o que outros falarão sobre algumas atitudes que tomarem como assumir os seus desejos por outros homens.
Adoro ser gay, bicha, vIado ou como quiserem chamar e a afronta de pessoas de mente fraca e primitiva contra mim, fortalece-me.
Se estiver interessado, acesse nosso blog, onde reunimos entrevistas com homos, héteros, familiares, e todos fotografados para o blog também. Além disso foi feito um Vídeo de propaganda para divulgação, que já rodou em diversos meios, inclusive em um canal local. Se puderem divulgar nossa campanha e vídeo, e claro participar ficaríamos muito felizes.
Este é o link do nosso blog
http://www.campanhaqualeadiferenca.blogspot.com/
E este do vídeo da nossa campanha contra a diferença
http://www.youtube.com/watch?v=6jne9Uly25E
Olá, bom dia!
Gostaria de fazer um convite a vocês para participar e apoiar nossa campanha contra homofobia da pixel fotografia em parceria com a UCS- universidade de Caxias do Sul, com o propósito de conscientizar o público a respeito da igualdade entre as pessoas como parte de uma única sociedade, sem julgamento por raça, classe, ou orientação sexual.
Produzido na localidade de Bento Gonçalves-RS, onde o preconceito e os crimes por homofobia crescem a cada dia.
Se estiver interessado, acesse nosso blog, onde reunimos entrevistas com homos, héteros, familiares, e todos fotografados para o blog também. Além disso foi feito um Vídeo de propaganda para divulgação, que já rodou em diversos meios, inclusive em um canal local. Se puderem divulgar nossa campanha e vídeo, e claro participar ficaríamos muito felizes.
Este é o link do nosso blog
http://www.campanhaqualeadiferenca.blogspot.com/
E este do vídeo da nossa campanha contra a diferença
http://www.youtube.com/watch?v=6jne9Uly25E
Estão todas ligadas, e estamos fazendo diversas entrevistas com o povo GLS, familiares e etc, e gostariamos de saber se Vocês gostariam de participar.
Vai ser uma honra para nós termos apoio e participação de vocês.